Moçambique prepara concessão de quatro importantes corredores rodoviários
N1, N2, N3 e N4 poderão passar a ser geridas por empresas privadas; processo de selecção deverá ser concluído entre Setembro e Novembro de 2026.

Moçambique prepara concessão de quatro importantes corredores rodoviários
N1, N2, N3 e N4 poderão passar a ser geridas por empresas privadas; processo de selecção deverá ser concluído entre Setembro e Novembro de 2026.

Quatro corredores em processo de concessão
O Governo moçambicano prepara a atribuição de concessões para quatro corredores rodoviários considerados estratégicos para a circulação de pessoas, mercadorias e para a actividade económica do país.
Os corredores abrangidos pelo processo são:
N1: Marracuene–Xai-Xai;
N2: Matola–Namaacha;
N3: Boane–Goba;
N4: Maputo–África do Sul.
De acordo com a informação divulgada pela Administração Nacional de Estradas (ANE), o processo deverá avançar entre 28 de Setembro e 4 de Novembro de 2026, período em que se espera conhecer as empresas seleccionadas para assumir as respectivas concessões.
Para a N1, foram pré-seleccionadas quatro empresas, enquanto para cada uma das N2, N3 e N4 foram pré-seleccionadas três empresas.
Investimento privado na rede rodoviária
A concessão destes corredores pretende permitir uma maior participação do sector privado no financiamento, manutenção e gestão das infra-estruturas rodoviárias.
A expectativa das autoridades é que o novo modelo contribua para melhorar a qualidade das estradas, garantir uma manutenção mais regular e aumentar a eficiência na gestão dos corredores.
No entanto, a implementação das concessões também deverá levantar questões relacionadas com os investimentos previstos, as obrigações das empresas concessionárias, os mecanismos de fiscalização e os eventuais custos para os utilizadores das estradas.
N4 é corredor estratégico para a economia
Entre os quatro corredores, a N4, que liga Maputo à África do Sul, assume particular importância económica e comercial.
A estrada desempenha um papel fundamental na ligação entre Moçambique e o país vizinho, facilitando o transporte de mercadorias, o comércio transfronteiriço, o turismo e o acesso ao Porto de Maputo.
Já os corredores N1, N2 e N3 são igualmente importantes para a mobilidade na região Sul e para a ligação entre diferentes centros urbanos e económicos.
O que muda para os automobilistas?
A concessão a empresas privadas poderá significar uma mudança no modelo de gestão das estradas, mas os resultados dependerão das condições estabelecidas nos contratos.
Entre os principais desafios estarão a garantia de manutenção permanente das vias, a segurança rodoviária, a qualidade dos serviços prestados e o cumprimento das obrigações assumidas pelas concessionárias.
Também será importante acompanhar os mecanismos de fiscalização e transparência do processo, bem como os benefícios concretos que poderão chegar aos automobilistas, transportadores e empresas.
Processo entra numa fase decisiva
Com a pré-selecção das empresas, o processo entra numa fase considerada importante para o futuro da gestão dos principais corredores rodoviários do país.
A expectativa é que, uma vez concluídas as etapas de avaliação e selecção, sejam conhecidos os operadores que irão assumir a gestão das quatro infra-estruturas.
A grande questão passa agora por saber quem vencerá as concessões, quanto será investido e que melhorias concretas serão verificadas nas estradas moçambicanas.
Palavras-chave
Moçambique, ANE, estradas de Moçambique, concessão de estradas, N1, N2, N3, N4, Marracuene, Xai-Xai, Matola, Namaacha, Boane, Goba, Maputo, África do Sul, infra-estruturas rodoviárias, transportes, concessões rodoviárias.






