Governo restringe importação de pão de forma e produtos cerâmicos
O Governo decidiu restringir a importação de pão de forma e produtos cerâmicos, numa estratégia para estimular a produção nacional e reduzir a saída de divisas. O país gasta cerca de 7,5 milhões de dólares por mês na importação de pão de forma dos países vizinhos.

⭕️ Governo decidiu restringir a importação de pão de forma e produtos cerâmicos, numa medida que pretende proteger a produção nacional, preservar postos de trabalho e reduzir a saída de divisas do país.
A decisão foi aprovada pela Comissão Consultiva de Importações e faz parte de uma estratégia mais ampla do Executivo para reduzir a dependência de produtos estrangeiros em sectores considerados importantes para a economia nacional.
Segundo o Secretário de Estado do Comércio, Moçambique desembolsa actualmente cerca de 7,5 milhões de dólares por mês na importação de pão de forma proveniente dos países vizinhos.
A dimensão deste valor levou o Governo a incluir o produto entre os primeiros alvos da nova política de restrição às importações.
Produtos cerâmicos também entram na lista
Além do pão de forma, a medida abrange igualmente os produtos cerâmicos, com o objectivo de criar melhores condições para os produtores nacionais aumentarem a sua participação no mercado interno.
O Executivo considera que a redução da entrada de determinados produtos importados poderá estimular a produção local, gerar oportunidades para empresas nacionais e contribuir para a retenção de divisas dentro do país.
As autoridades indicam que estas são apenas as primeiras medidas de uma estratégia que poderá abranger outros sectores considerados estratégicos.
Governo promete novas medidas
O Executivo não descarta a adopção de novas restrições às importações nos próximos tempos.
A estratégia pretende, segundo as autoridades, equilibrar a necessidade de abastecer o mercado nacional com a promoção da produção interna e a protecção do emprego.
A implementação das novas medidas deverá, entretanto, acompanhar a capacidade dos produtores nacionais de responder à procura, garantindo que a redução das importações não provoque rupturas no abastecimento ou aumentos excessivos de preços.






