Ex-diretor-geral do INSS acusado de desviar mais de 510 milhões de meticais e adquirir 25 imóveis

⭕️ antigo diretor-geral do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Joaquim Siúta, é acusado pelo Ministério Público de liderar um alegado esquema de corrupção que terá causado um prejuízo superior a 510,1 milhões de meticais ao Estado.
Segundo a acusação, o dinheiro alegadamente desviado foi utilizado para adquirir 25 imóveis, entre casas e apartamentos de luxo, localizados em Moçambique e no estrangeiro.
Entre os bens identificados pelas autoridades constam sete apartamentos no condomínio Umran II, na zona da Sommerschield, em Maputo, três apartamentos no Condomínio Valentina, na Rua Friedrich Engels, além de dois apartamentos em Pretória, na África do Sul, e dois imóveis no complexo The First Collection, no Dubai.
De acordo com as investigações, a esposa de Joaquim Siúta, Elisa Fondo Siúta, também foi constituída arguida e detida. O Ministério Público suspeita que a mesma recebia e geria quantias avultadas de dinheiro transportadas em malas, alegadamente provenientes do esquema.
O caso envolve ainda outros antigos gestores e quadros seniores do INSS, no âmbito de uma investigação conduzida pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC).
O processo encontra-se na justiça e seguirá os trâmites legais até à fase de julgamento. As autoridades procuram igualmente recuperar os bens e ativos que alegadamente foram adquiridos com recursos desviados do sistema de segurança social.
Até ao momento, os factos descritos constam da acusação do Ministério Público e ainda serão apreciados pelos tribunais, não existindo uma condenação definitiva dos arguidos.






