Chapo exige tolerância zero à corrupção e apela à denúncia dentro da Frelimo
Dirigentes e comentaristas defendem que o discurso de encerramento da 11.ª Conferência Nacional de Quadros transmite uma mensagem de tolerância zero às práticas ilícitas.

Francisca Tomás pede denúncia de práticas ilícitas
O membro do Comité Central da Frelimo e Governador de Manica, Francisca Tomás, considera que as mensagens deixadas por Daniel Chapo no encerramento da 11.ª Conferência Nacional de Quadros devem ser levadas às comunidades.
Francisca Tomás defende uma participação mais activa dos cidadãos na denúncia de práticas que afectam negativamente a sociedade e a imagem do partido.
Segundo a dirigente, os próprios membros da Frelimo devem assumir a responsabilidade de denunciar comportamentos ilícitos, evitando que actos individuais continuem a contribuir para o desgaste da imagem da formação política.
“Entre nós, os membros, também temos que denunciar para acabarem com a imagem desgastada por causa de pessoas”, defendeu Francisca Tomás.
Egídio Vaz destaca mensagem de mudança
Os comentaristas residentes da Rádio Moçambique consideram que o discurso de Daniel Chapo está alinhado com preocupações da sociedade moçambicana, particularmente no que diz respeito ao combate à corrupção e à responsabilização dos envolvidos em práticas ilícitas.
O comentarista Egídio Vaz entende que Chapo dirigiu uma mensagem com dois destinatários: o público interno da Frelimo e a sociedade em geral.
Na sua leitura, as referências a uma “nova era” e “novo rumo” representam uma indicação de mudança de postura dentro da formação política.
Gustavo Mavie fala em tolerância zero
Por sua vez, o comentarista Gustavo Mavie considera que uma das principais mensagens deixadas pelo Presidente da Frelimo é a necessidade de adoptar uma postura de tolerância zero à corrupção.
Mavie entende que os próximos tempos poderão ser marcados por uma maior responsabilização dos indivíduos envolvidos em práticas corruptas e outros actos considerados ilícitos.
Apelo à vigilância
As diferentes intervenções convergem na ideia de que o discurso de Daniel Chapo deixa um forte apelo à vigilância, denúncia e responsabilização.
A mensagem surge num contexto em que o combate à corrupção continua a ser apontado como um dos principais desafios para o país, com os intervenientes a defenderem maior participação dos cidadãos e dos próprios membros da Frelimo na identificação e denúncia de práticas prejudiciais à sociedade.






