Boxe em Maputo enfrenta crise: Associação sem direção e modalidade continua sem competições

⭕️ boxe em Maputo atravessa um dos momentos mais delicados da sua história recente. A modalidade continua sem competições oficiais e a Associação de Boxe da Cidade de Maputo (ABOCM) permanece sem direção, após a renúncia do antigo presidente, Hélder Sousa.
A ausência de liderança e o atraso na realização das eleições têm gerado preocupação entre atletas, treinadores, árbitros e dirigentes, que alertam para o impacto da situação no desenvolvimento do boxe na capital moçambicana.
Eleições da ABOCM continuam envoltas em polémica
As eleições para os novos órgãos sociais da ABOCM estavam inicialmente previstas para junho de 2026. No entanto, o processo acabou por não se concretizar.
Segundo o presidente da Mesa da Assembleia-Geral da associação, Frederico Mapissane, a votação foi alegadamente travada por membros da direção cessante e por alguns clubes.
Mapissane sustenta que a atual direção já excedeu o mandato, uma vez que foi eleita em novembro de 2021. Apesar disso, os atuais responsáveis defendem que o processo eleitoral apenas deverá acontecer no final do ano.
Frederico Mapissane denuncia alegada sabotagem
De acordo com Frederico Mapissane, toda a logística para a realização das eleições estava preparada, mas o processo foi interrompido de forma inesperada.
O dirigente afirma possuir documentação que comprova o fim do mandato da direção cessante e lamenta que clubes que anteriormente defendiam mudanças tenham alterado a sua posição.
Falta de competições preocupa atletas e treinadores
Além do impasse eleitoral, a ausência de provas oficiais continua a afetar o boxe em Maputo.
Treinadores, árbitros e dirigentes consideram que a falta de competições compromete a evolução dos atletas, reduz as oportunidades de descoberta de novos talentos e enfraquece o crescimento da modalidade.
Futuro do boxe em Maputo continua incerto
Sem uma direção legitimada e sem um calendário competitivo definido, o boxe na cidade de Maputo permanece numa situação de incerteza.
Os agentes desportivos defendem que a realização das eleições e a normalização da gestão da ABOCM são fundamentais para devolver estabilidade à modalidade e permitir o regresso das competições oficiais.






