Severino Ngoenha critica dependência de ajuda externa e apela a soluções internas para Moçambique

O filósofo moçambicano Severino Ngoenha defendeu que Moçambique deve encontrar soluções para os seus desafios a partir das suas próprias capacidades, alertando que instituições como o FMI e o Banco Mundial “não fazem caridade” e atuam de acordo com os seus interesses.
Durante um debate realizado na Beira, Ngoenha questionou os resultados de décadas de cooperação internacional, afirmando que, apesar do apoio financeiro recebido ao longo dos últimos 50 anos, o país continua a enfrentar elevados níveis de pobreza.
O académico também considerou que o Presidente Daniel Chapo tem privilegiado a diplomacia internacional e defendeu que o Chefe de Estado promova mais encontros com os diferentes sectores da sociedade para ouvir propostas e construir soluções nacionais.
Na sua intervenção, Severino Ngoenha apelou ainda à soberania intelectual e económica, defendendo que o futuro de Moçambique deve ser decidido pelos próprios moçambicanos.






