Governo nega crise de combustível, mas automobilistas continuam a enfrentar filas
MIREME diz que não há ruptura de stocks e atribui os constrangimentos a dificuldades logísticas; automobilistas relatam postos sem combustível e longas filas.

Segund⭕️ o Ministério, o abastecimento continua assegurado e os constrangimentos registados resultam de dificuldades logísticas verificadas durante o fim-de-semana prolongado, que afectaram temporariamente o carregamento e a distribuição de combustíveis.
Automobilistas contestam
Apesar da posição oficial, vários automobilistas continuam a relatar longas filas, demora no abastecimento e postos sem combustível disponível em alguns pontos de Maputo e Matola.
A situação levou alguns consumidores a manifestarem preocupação com a possibilidade de agravamento dos constrangimentos, sobretudo perante as dificuldades enfrentadas para encontrar combustível em determinados postos.
Governo reforça operações
Para normalizar o abastecimento, o MIREME informou que foram reforçadas as equipas operacionais no Terminal da Matola, onde são carregados camiões-cisterna destinados à rede de retalho.
Segundo dados divulgados pelo Ministério, na terça-feira, 29 de Setembro, foram carregados 1,176 milhões de litros de gasolina, volume próximo da média diária de cerca de 1,2 milhões de litros.
O Ministério indicou ainda que a chegada de um novo carregamento estava prevista para 1 de Outubro, com 8 mil toneladas de combustível, para reforçar o abastecimento.
MIREME apela à calma
Perante os constrangimentos, o Governo apelou aos consumidores para evitarem o açambarcamento e adquirirem combustível de acordo com as necessidades reais.
Assim, enquanto o MIREME sustenta que não existe uma crise de abastecimento a nível nacional, a experiência relatada por consumidores em alguns postos de Maputo e Matola revela que persistem dificuldades pontuais na distribuição.
Fonte: MIREME / Miramar / O País






