Engenhos explosivos do Paiol de Malhazine voltam a ser encontrados na Polana Caniço
Recém-nascido terá sido enterrado na campa da avó materna, depois de a mãe alegar que a criança morreu na madrugada seguinte ao parto.

Uma família residente no bairro da Polana Caniço, na cidade de Maputo, voltou a viver momentos de medo depois de encontrar, pela terceira vez, engenhos explosivos no quintal da sua residência. O material bélico estará relacionado com as explosões do Paiol de Malhazine, ocorridas em Março de 2007, uma tragédia que deixou mortos, feridos e danos materiais.

De acordo com relatos dos moradores à TV Miramar, o episódio mais recente aconteceu quando o proprietário da residência escavava uma cova no quintal e acabou por atingir um dos projécteis com uma pá, expondo novamente a família ao risco de um possível acidente.
Família vive sob o medo de novas explosões
O caso tem um significado particularmente doloroso para o agregado familiar, que perdeu dois parentes durante a tragédia de 2007, atingidos mortalmente na própria residência.
Apesar de as autoridades terem sido chamadas em ocasiões anteriores para remover os engenhos encontrados, os moradores afirmam que o reaparecimento do material explosivo continua a gerar insegurança e receio de que outros projécteis permaneçam enterrados no terreno.
A preocupação é ainda maior devido à presença de pessoas idosas na residência, que, segundo a família, teriam dificuldades para abandonar rapidamente o local caso ocorresse uma explosão.
Casas continuam com danos desde 2007
Para além do perigo associado aos engenhos explosivos, a família denuncia que as três casas existentes no quintal continuam a apresentar fissuras e outros danos estruturais atribuídos às explosões do Paiol de Malhazine.
Os moradores lamentam que, apesar dos prejuízos sofridos há quase duas décadas, ainda não tenham recebido apoio das entidades competentes para reparar os estragos.
A família apela a uma intervenção que permita verificar as condições de segurança do terreno, remover eventuais engenhos remanescentes e avaliar os danos nas habitações.
Apelo à intervenção das autoridades
O reaparecimento dos projécteis levanta preocupações sobre a possível existência de material explosivo ainda enterrado em zonas afectadas pela tragédia de 2007.
Por precaução, qualquer objecto suspeito de ser um engenho explosivo não deve ser tocado, movido ou escavado. A recomendação é afastar-se do local e comunicar imediatamente a ocorrência às autoridades competentes.
Até ao momento, não foram apresentadas informações adicionais sobre uma nova intervenção das autoridades no quintal em causa.
Fonte: TV Miramar






